Você sabe Cobol?


Eu aprendi a linguagem de programação COBOL na faculdade, em meados dos anos 80 e ainda hoje ouço falar nela. Muitos a consideravam morta e enterrada. E eis que de vez em quando, o fantasma reaparece.

Estima-se que há no Brasil uma escassez de aproximadamente 20 mil profissionais de TI. Como se não bastasse esse déficit, o governo brasileiro tem a meta formar 100 mil novos profissionais até 2010 para atender o mercado de exportação de software e serviços, o chamado offshore de outsorcing. As empresas buscam talentos que falem bem a língua dos negócios, que é o inglês, e tenham experiência na área. Os que sabem programar Cobol levam vantagem por causa da grande demanda por especialistas nesta linguagem tanto para atuar no País quanto no exterior.

Várias empresas estão precisando de profissionais com experiência em Cobol, mas não encontram, diz Gilberto Faes, presidente da Associação Brasileira de Profissionais Cobol. A entidade conta com aproximadamente 1,5 mil cobolistas que estão bem empregados. Em compensação, Faes diz que alguns querem se aposentar, mas não conseguem por falta de gente para substituí-los.

A linguagem Cobol tem quase meio século. Suas especificações foram criadas em 1959 pela analista de sistemas da marinha americana, Grace Hopper. Quando os micros se espalharam pelas redes, a língua dos mainframes ficou escondida. Embora

Há também um esforço das empresas para capacitar profissionais em Cobol, linguagem de programação para mainframe, considerada fora de moda pelos jovens que se sentem mais atraídos Java e .Net. A fala de interesse pela tecnologia fez com os especialistas nesta área se tornassem raros e caros, inflacionando os salários. Como o Brasil e outros mercados como Estados Unidos têm uma base grande de aplicações em Cobol, e os atuais talentos querem se aposentar, os que investirem nessa plataforma vão se dar bem

 

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